Comemoração do Dia Internacional da Língua Materna


 


O Dia Internacional da Língua Materna, celebrado a 21 de fevereiro pela UNESCO, lembra-nos que cada língua é uma casa. Feita de cheiros, memórias, afetos.  E que não serve apenas para falar: serve para pertencer. E é nela, na língua materna, que o mundo começa.

Às escolas, chegam alunos vindos de longe, que trazem uma bagagem que não se vê. Não lhes cabe nas mãos. E pesa. Mas também brilha.

Trazem o cheiro das comidas de casa, as canções de embalar com que as mães os adormeciam, risos noutra cadência, histórias atravessadas por partidas e fronteiras. Histórias cruas. Brutas. Trazem palavras que ninguém entende, e, no entanto, dizem tudo.

Quando entram numa sala onde tudo soa estranho, caminham como quem pisa terra nova. Procuram um lugar onde pousar a voz. E é então que a escola pode tornar-se porto: um lugar onde a diferença não é obstáculo, mas ponte e abraço.

Respeitar a língua materna é dizer: tu existes. A tua história importa. Há lugar para o teu mundo dentro do nosso.

Porque cada um dos que chega transporta um mundo invisível, profundo, vivo. E quando esse mundo encontra escuta, a escola deixa de ser apenas um edifício. Torna-se casa.

Uma casa onde “todos contamos”.

Mensagem de Antónia Mancha, Coordenadora do PLNM, em nome de toda a equipa de PLNM e em nome do Gabinete de Acolhimento ao Aluno Migrante da Escola Secundária Júlio Dantas

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